Os resultados de uma noite de insônia são
os mais variados e comigo não seria diferente.
Em uma dessas noites passei a pensar sobre
amigos que nunca vi. Confesso que não entendia o motivo de tanto amor se eu
sequer tinha visto ou abraçado esses amigos.
Mesmo sabendo de tudo isso e correndo o
risco de jamais vê-lo eu deixava aquele sentimento bom crescer dentro de mim.
Mergulhado nessa imensidão de pensamentos
comecei a entender a razão de tudo isso acontecer, e que amigos que
conquistamos a distância podem sim ser amigos verdadeiros. Pois não é necessário
que haja um contado físico ou uma visualização para que haja amizade, só precisa
que se conheça o coração. É como o amor de uma mãe com o filho no ventre, ela
nunca o viu, mas seu amor por ele é bem visível.
É bem melhor ter um amigo que mesmo distante
te entende e apóia do que um que se diz presente e sempre te abandona e deixa
na mão.
Sei o quanto é difícil amar e não poder abraçar
beijar, dar o ombro pras lágrimas, mas é do coração dos amigos que precisamos e
isso podemos receber a “zilhoes” de quilômetros.
Essa nova forma de amizade não substituirá à
antiga, as duas se completam. Eu diria que é isso é apenas um encurtamento de
distâncias.
Isso nada mais é do uma nova versão da amizade
tradicional. Uma conhecemos para depois amar e a outra amamos pra depois
conhecer.
Se levarmos em conta a distancia, Eu digo a
vocês que até um oceano torna-se uma simples gota d’água para os amigos
verdadeiros.
Lembrem-se bem disso: Não precisa estar
perto, basta estar no coração.
Lucas
Costa


