9 de janeiro de 2012

Não Precisa Estar Perto...



Os resultados de uma noite de insônia são os mais variados e comigo não seria diferente.
Em uma dessas noites passei a pensar sobre amigos que nunca vi. Confesso que não entendia o motivo de tanto amor se eu sequer tinha visto ou abraçado esses amigos.
Mesmo sabendo de tudo isso e correndo o risco de jamais vê-lo eu deixava aquele sentimento bom crescer dentro de mim.
Mergulhado nessa imensidão de pensamentos comecei a entender a razão de tudo isso acontecer, e que amigos que conquistamos a distância podem sim ser amigos verdadeiros. Pois não é necessário que haja um contado físico ou uma visualização para que haja amizade, só precisa que se conheça o coração. É como o amor de uma mãe com o filho no ventre, ela nunca o viu, mas seu amor por ele é bem visível.
É bem melhor ter um amigo que mesmo distante te entende e apóia do que um que se diz presente e sempre te abandona e deixa na mão.
Sei o quanto é difícil amar e não poder abraçar beijar, dar o ombro pras lágrimas, mas é do coração dos amigos que precisamos e isso podemos receber a “zilhoes” de quilômetros.
Essa nova forma de amizade não substituirá à antiga, as duas se completam. Eu diria que é isso é apenas um encurtamento de distâncias.
Isso nada mais é do uma nova versão da amizade tradicional. Uma conhecemos para depois amar e a outra amamos pra depois conhecer.
Se levarmos em conta a distancia, Eu digo a vocês que até um oceano torna-se uma simples gota d’água para os amigos verdadeiros.
Lembrem-se bem disso: Não precisa estar perto, basta estar no coração.
Lucas Costa

6 de janeiro de 2012

Sinto Falta



Sinto falta dos sorrisos sinceros; das brincadeiras felizes; das conversas jogadas fora; das festinhas inocentes; das briguinhas sem motivo; das reconciliações verdadeiras...
Sinto falta dos beijos sem malícia; dos abraços apertados; dos amigos prestativos...
Sinto falta da roda de cantores de chuveiro; das noites ao pé de uma fogueira; das piadas ingênuas; da rapidez com que o dia passava; das bobagens inocentes...
Sinto falta do brilho em meus olhos, da simplicidade da minha mente e da pureza de meu coração.
Simples assim, Sinto falta de mim.
Lucas Costa

5 de janeiro de 2012

Eu quero é ser Criança!




Tenho andado muito pensativo esses dias. Tantos problemas, tantas questões em aberto. Imagino que cheguei ao ponto máximo de “Inocência Infantil”.
O caminho que antes se mostrava reto e único agora é curvo e dividido.

Isso impõe em mim uma sensação de estrema nostalgia. Lembro-me com freqüência dos momentos inigualáveis de minha infância não tão sofrida como outras, mas imensamente feliz.
Dá-me uma dor no peito em relembrar e ver o quanto a felicidade é algo simples, tão simples quanto às brincadeiras que outrora arrancavam risos e lágrimas brincantes.
Ponho-me a observar e começa a comungar dos pensamentos do lendário Peter Pan. Ser adulto é algo irritante. Porém, hoje faltam-me forças para criar minha própria Neverland. Logo tenho que ir evitando moldar-me a este Mundo travando duras batalhas contra mim.
Recuso-me diariamente a envelhecer.
Envelhecer pra que? Se é no riso das crianças que sente-se uma felicidade sem fim.
Envelhecer pra que? Se a inocência que vive em mim faz-me forte a cada dia.
Envelhecer pra que? Se é quando criança que vivemos as melhores aventuras.
Envelhecer pra que?... Pra que?... Pra que?...
Sempre manterei este sentimento vivo em mim. Sei que envelhecer fisicamente é inevitável, mas deixar envelhecer a mente e o coração sem sombra de dúvidas é opcional.

Lucas Costa