11 de fevereiro de 2012

Cortar Raízes, A dura Mudança!










Um dia pensativo e uma noite imensamente longa, com direito a lágrimas da alma me levaram a triste sensação que antes pensava ser animadora.
Assim como uma arvore firma suas raízes em lugar, eu firmei as minhas aqui. Não me refiro a terra em si, mas ao que nela conquistei, aos amigos que ganhei e ao amor que despertei.
Lembro-me bem que há alguns anos  eu fantasiava esse momento: - “Nossa! Vou sair de casa. Vou ser Independente!”. Assim eu pensava, mas o dia chegou e vejo que as coisas não são tão fáceis.
Por mais que saibamos que as coisas poderão ser melhores fica em nossa mente a sensação que elas nunca serão iguais. Mesmo que venham até você e te consolem, te façam sentir bem, no teu peito uma silenciosa dor corrói e aumenta a cada segundo.
Olha-se para o lado e vêem-se os amigos que você por um bom tempo não mais terá por perto, isso dói. Muitos dirão: Ah! Temos internet, SMS, telefone. Mas, nada, nada mesmo compara-se a um abraço apertado e uma união de lágrimas.
Não bastando isso, você lembrará naquele momento até das “briguinhas” com seus pais.
Tão doloroso quanto à despedida é a viagem. A cada quilômetro vem a nossa mente e coração uma infinidade de lembranças. Forma-se uma cena clássica digna de filmes... Rosto na Janela, lágrima desce, coração sofre, a alma chora, DEUS consola.
Você chega à nova casa e quando a noite cai chega até você uma coisinha sem muita importância chamada SAUDADE. Ela te fará lembrar com lágrimas nos olhos e coração daquele cantinho simples da casa que era teu refúgio, das brincadeiras e conversas até altas horas. Você terá novas brincadeiras, novas conversas, mas não será como antes, nada será como antes. 
Você lembrará até daquele (a) irmão (ã) chatinho, pentelho, chantagista,  implicante que você tanto ama e não admitia.
Toda essa mistura de sensações tão fortes e em sua maioria dolorosa é o preço que pagamos por um desejo, um sonho.
Lembra-te: Quanto mais dura e difícil for a batalha mais saborosa será a vitória.
Lembra-te bem, muito bem disso:
“ Não haverá borboletas se a vida não passar por duras, sofridas, desgastantes, longas e silenciosas metamorfoses!”.

Lucas Costa




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